Onde devo investir minha renda?
Previdência X poupança
Grande regra é se for investimento curto prazo poupança longo prazo e mais rentável previdência.
Abaixo a matéria a respeito dos dois tipos de investimentos.
Previdência privada
Introdução
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A cada dia que passa, a expectativa de vida do homem aumenta. No Brasil, por exemplo, de 1980 para 2002, ela cresceu de 62,5 para 71 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E a tendência é continuar a crescer.
Além de querer descansar e curtir outras atividades, com a idade, alguns custos adicionais chegam como os dos remédios ou das altas mensalidades dos convênios médicos. É importante, portanto, que você pense em como garantir uma boa renda na sua aposentadoria, além da aposentadoria paga pela Previdência Social.
Uma boa maneira é investir em um plano de previdência privada, ou seja, aplicar mensalmente desde jovem uma pequena quantia de dinheiro que, ao final de 30 ou 35 anos, se constituirão em um boa grana. Os administradores desses produtos financeiros normalmente aplicam seu dinheiro em fundos e ações conservadoras para garantir a rentabilidade. Você poderá desfrutar a “melhor idade” da melhor maneira possível.
Neste artigo, desvende o universo das aplicações financeiras de previdência privada.
O que é previdência privada
| Fundos de pensão Os planos de previdência privada fechada de " fundos de pensão" são voltados a grupos de profissionais ligados a empresas, sindicatos ou entidades de classe, além de servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Algumas dessas previdências se transformaram em fundos de pensão poderosos como o Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, ou o Petros, do funcionários da Petrobras, grandes investidores do mercado financeiro brasileiro. |
A previdência privada, ou previdência complementar, é uma modalidade de aplicação financeira cujo principal objetivo é garantir uma renda mensal no período em que você quer parar de trabalhar, por algum motivo especial, ou simplesmente deseja se aposentar.
Como o próprio nome sugere, é uma renda “extra”, um complemento ao benefício pago pela Previdência Social. Só para lembrar, no Brasil, o piso da aposentadoria por idade é de 65 e 60 anos, para homens e mulheres, respectivamente.
É claro que a previdência privada não é uma modalidade de aplicação exclusiva para quem trabalha, é chamada assim por se tratar de um investimento de longo prazo, cujo usufruto se dá ao final da carreira profissional ou de depois de muitos anos.
Para compreender melhor como funciona esta aplicação, podemos dividi-la em duas fases:
- Fase de acúmulo: fase em que você deposita uma quantia mensal pré-estabelecida durante um longo período de tempo (em geral, de 20 a 35 anos);
- Fase de renda: nesta fase você recebe o dinheiro (se inicia logo após ao término da fase anterior).
É claro que você não receberá apenas a mesma quantia que depositou durante todo o período. Como qualquer outra aplicação, a idéia é fazer crescer o dinheiro, caso contrário, seria melhor guardar dentro de um cofre em casa, concorda?
Por exemplo, depositando R$ 500 mensalmente pelo período de 20 anos, o valor total dos depósitos será de R$ 120 mil. Contudo, o montante resgatado será igual ao valor depositado mais os rendimentos do período.
Antigamente, os rendimentos destes planos eram indexados a algum índice da economia, como por exemplo o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGPM), medido pela Fundação Getúlio Vargas. Atualmente a rentabilidade do seu dinheiro advém de aplicações feitas em renda fixa e ações conversadoras.
Os planos de previdência privada podem ser feitos por pessoas físicas e por empresas, inclusive micro e pequenas empresas. As aplicações individuais representaram 75% do total investido em abril de 2007, enquanto as empresariais e de menores de idade somaram respectivamente 18,5% e 6,5%, de acordo com levantamento da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida). A receita total para o mesmo período foi de aproximadamente de R$ 2,1 bilhões.
Quanto desembolsar
A previdência privada serve muito bem a qualquer pessoa que deseja aumentar sua renda no período de aposentadoria. Esta aplicação, no entanto, é indicada para quem tem renda superior a R$ 2.894,28, que é o teto de contribuição e benefício pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). Ou seja, se você possui renda maior do que R$ 2.894,28, pode optar pela previdência privada para manter o mesmo patamar financeiro no período de aposentadoria.
Para definir seu plano de previdência privada, você precisa ter em mente três questões básicas:
1. Quando você deseja iniciar a aplicação;
2. Quando você deseja se aposentar;
3. Quanto você quer receber de renda extra na aposentadoria.
Com isso você chega ao valor dos aportes mensais, ou seja, de quanto precisa desembolsar para garantir a renda extra desejada para o seu futuro. Aí, é só escolher o tipo de plano que deseja.
PGBL ou VGBL?
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Os produtos disponíveis no mercado brasileiro são o PGBL e o VGBL. Existe também o Plano Tradicional de Previdência, que atualmente não é mais comercializado.
É importante frisar que, excluindo o extinto plano tradicional, os planos de previdência não possuem qualquer tipo de garantia de rentabilidade, o que teoricamente significa que você poderá vir até a perder rendimentos. Contudo, ao analisar os dados históricos, verifica-se que elas sempre rendem, na medida
em que rendem também a renda fixa e os fundos de ações conservadores (principais alvos destas aplicações). Em 2006, por exemplo, os planos de previdência renderam entre 10 e 20%.
Veja abaixo em qual produto seu perfil se enquadra:
VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) - Ideal para pessoas que fazem a declaração simplificada de IR, para profissionais liberais e/ou para quem já contribui com 12%, pois não é dedutível do Imposto de Renda. É o plano preferido dos brasileiros, representando cerca de 67% do montante total investido.
PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) - Ideal para quem faz a declaração completa de Imposto de Renda, pois ele é dedutível em até 12% da base tributável do IR. Corresponde por cerca de 15% do volume total investido do setor.
Entretanto, independente do plano de previdência privada escolhido (PGBL ou VGBL), você precisará definir o regime de tributação que incidirá sobre seu investimento. Para isso, você deve refletir sobre o tempo e o valor da aplicação. Suas opções são:
1. Tabela progressiva - tributação é de 15% na fonte;
2. Tabela regressiva - tributação diminui com o tempo, conforme abaixo:
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Cuidado com as taxas
As taxas são as grandes vilãs de qualquer plano de previdência privada. Fique atento a elas, em geral os bancos e as seguradoras não gostam de esclarecer muitos detalhes sobre as mesmas. Veja abaixo:
Taxa de carregamento - incide sobre as contribuições realizados. Em geral, estas taxas variam de 0 a 3%. Veja o exemplo:
Aporte = R$ 1.000,00
Taxa de carregamento = 2%
Desconto do aporte = R$ 20,00
Total aplicado = R$ 980,00
Taxa de administração - custo da gestão dos ativos, que incide sobre a rentabilidade total da aplicação. Em geral varia entre 1,5% e 3%. Cuidado, pois esta taxa é a de maior impacto na aplicação, opte sempre pelo plano que oferece a menor taxa.
Taxa de saída - cobrada no caso do resgate antecipado da aplicação. Contudo, a maioria das seguradoras executam esta cobrança apenas nos primeiros anos. Algumas seguradoras impõe prazos de carência para resgates e transferências externas parciais ou totais.
Defina o tipo de renda
Existem, ainda, algumas variáveis que precisam ser definidas, independente do produto que você escolher. É a escolha do tipo de renda desejado para que você receba os rendimentos da sua aplicação. São elas:
Renda temporária - você recebe uma pensão por um período determinado. Porém, quando você morrer o benefício “cessa”, mesmo que haja “saldo remanescente”.
Renda vitalícia - você recebe uma pensão mensal enquanto viver, ou seja, ao passar dessa para uma melhor o benefício cessa imediatamente, independente de eventuais “saldos remanescentes”.
Renda vitalícia reversível ao beneficiário - você recebe uma pensão mensal até falecer, e quando isso ocorrer, um percentual desse dinheiro é revertido a um beneficiário (indicado em contrato) até sua morte
Garantias adicionais
Os planos de previdência privada possuem garantias adicionais, que você pode optar normalmente pagando uma taxa a mais. Veja as principais possibilidades oferecidas no mercado:
Pecúlio por morte - caso você venha a falecer antes do período de renda, o beneficiário recebe o montante integral acumulado até a data;
Pensão por prazo certo - semelhante ao caso anterior, com a diferença de que o recebimento da aplicação ocorre em parcelas (no formato de pensão);
Pensão a filhos - o(s) filho(s) menor(es) de idade receberão uma pensão mensal até atingirem a maioridade, no caso do seu falecimento;
Pensão ao cônjuge - semelhante à opção anterior, porém destinada a apenas um beneficiário (em geral o cônjuge ou companheiro);
Renda por invalidez - caso você venha a se tornar inválido durante o período de acúmulo, você receberá uma renda mensal, uma espécie de seguro por invalidez.
A escolha da instituição
Pense muito bem na escolha na administradora do seu plano de previdência privada, afinal de contas, serão longos anos de aplicação. Não dá para brincar com uma aplicação deste vulto. Idoneidade e solidez são requisitos fundamentais.
Não estamos falando de um aplicação que será resgatada em dois ou três anos, e sim de até 35 anos de investimentos. Mais do que isso, estamos falando da sua renda complementar até o final da vida. Portanto, na hora da escolha, não deixe de verificar o número de clientes atendidos, o histórico da instituição, bem como sua saúde financeira. Cheque no Procon, se a empresa não recebeu nenhum tipo de reclamação.
Previdência Social
Introdução sobre como funciona a Previdência Social
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Quando falamos em Previdência Social no Brasil sempre utilizamos superlativos, afinal de contas, seus números são estratosféricos. Atualmente, o sistema previdenciário brasileiro beneficia 20,7 milhões de cidadãos, sendo 3,2 milhões do setor público e 17,5 milhões do setor privado. Os benefícios não só aposentadorias, mas outros serviços como auxílio-doença ou salário-família.
E sabe quanto isso custa anualmente? Mais de R$ 140 bilhões. É muita grana. Só tem um probleminha (na verdade, um problemão), a arrecadação gira em torno de R$ 90 bilhões, ou seja, o governo tem de arcar com um “rombo” de R$ 50 bilhões todo ano. E o pior, este dinheiro é tirado de outras áreas como saúde, educação e saneamento. Esse rombo tem várias razões para os especialistas, entre elas, a concentração de outros benefícios, além da aposentadoria.
A Previdência Social foi, por muitos anos, a única forma de aposentadoria no Brasil. Quem quisesse ter uma renda a mais que o limite dado pelo governo tinha que investir em outras coisas como, por exemplo, imóveis para serem alugados. Atualmente, cada vez mais pessoas têm optado por aplicar algum dinheiro em planos de previdência privada, afinal o limite do benefício estatal é de pouco menos de R$ 3 mil (números de 2007). Quem está acostumado a ganhar mais sofre um baque ao se aposentar.
De qualquer modo, é importante saber como funciona a Previdência Social, qual a sua história e descobrir se você está contribuindo corretamente, quando você pode pedir sua aposentadoria e de quanto ela pode ser. Neste artigo, tire todas suas dúvidas sobre a Previdência Social.
Quem tem direito aos benefícios
A Previdência Social funciona como uma empresa de seguros do governo, você paga um valor mensal para poder usufruir dos benefícios oferecidos. Estes benefícios se dão na forma de dinheiro, que é pago através do INSS.
Mas não pense que é só atingir a idade estipulada para se aposentar e receber uma pensão do governo. Para isso, você tem que ter contribuído mensalmente ao longo de sua vida ou de sua carreira profissional. Se você é trabalhador com carteira assinada, você está automaticamente filiado à Previdência Social, sua contribuição é recolhida na fonte (é um daqueles descontos discriminados no seu holerite).
Veja abaixo todas as categorias de segurados e verifique em qual você se encaixa:
O que é a previdência social
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A Previdência Social é um sistema estatal cuja principal função é a proteção social de trabalhadores que se aposentam ou que, por algum motivo, ficam impossibilitados de trabalhar.
Mas não pense que é só parar de trabalhar para começar a receber uma cobertura financeira do governo, a Previdência Social cobre apenas trabalhadores em situações pré-definidas, como doença, acidente, gravidez, prisão, morte ou velhice. Além disso, para usufruir dos benefícios, o trabalhador precisa estar inscrito, bem como contribuir mensalmente.
Previdência Social é assunto sério para uma nação, estamos falando de dezenas de bilhões de reais anualmente. No Brasil, dispomos até de um ministério e um instituto exclusivos para a área, são eles o Ministério da Previdência Social e o INSS, respectivamente. E não podemos deixar de citar também a Dataprev, Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social, que oferece vários serviços online para os cidadãos. A partir de 2007, o sistema da Previdência Social passou a ser unificado ao da Receita Federal, criando a Super Receita. A idéia é que o órgão, além de diminuir a burocracia e os gastos, ajude a investigar fraudes contra o sistema.
Tipos de aposentadorias
A Previdência Social oferece diversos benefícios e seguros aos seus contribuintes, que podem ser divididos em duas sub-categorias: aposentadoria e outros benefícios. Conheça quem tem direito a aposentadoria.
Veja abaixo como funcionam todas as modalidades de aposentadoria oferecidas pelo governo:
Aposentadoria por idade
Modalidade de aposentadoria destinada aos trabalhadores urbanos contribuintes da Previdência Social com 65 anos, no caso de homens, e 60 anos no caso de mulheres. Para trabalhadores rurais, os limites de idade diminuem 5 anos para ambos os sexos (homens, 60 anos, e mulheres, 55 anos). O valor do benefício corresponde a 70% do salário de benefício, mais 1% para cada grupo de 12 contribuições mensais até 100% do salário de benefício. O benefício não será inferior a um salário mínimo.
| Demora no serviço Já foram comuns, no noticiário brasileiro, as imagens das enormes filas do INSS. Nos últimos anos, essa triste realidade tem diminuído. As reclamações sobre os serviços do INSS, no entanto, têm continuado. Boa parte dos contribuintes reclamam da demora para que a conseguir a liberação dos benefícios como aposentadoria. Há quem demore mais de um ano para começar a receber o benefício. As greves dos servidores da Previdência Social é outro fator que leva a ineficiência do atendimento. A última grande greve aconteceu em 2005 e durou mais de dois meses. Nesse período, foram atendidos apenas os casos de urgência como os de pedido de entrada de auxílio-doença.
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*Os valores não são os mesmos para trabalhadores inscritos até 28 de novembro de 1999. Se for o seu caso, consulte o site da Previdência Social.
Aposentadoria por invalidez
Benefício destinado a trabalhadores incapacitados de trabalhar por motivo de acidente ou por doença. É claro que esta incapacidade deve ser constatada por perícia médica, que deve ser feita de dois em dois anos. Ainda, no caso de doença, o benefício só vale se mesma tiver sido contraída no decorrer do exercício da atividade profissional. A aposentadoria por invalidez corresponde a 100% do salário de benefício, caso o trabalhador não esteja em auxílio-doença. Se o trabalhador necessitar de assistência permanente de outra pessoa, atestada pela perícia médica, o valor da aposentadoria será aumentado em 25% a partir da data do seu pedido.
*Os valores não são os mesmos para trabalhadores inscritos até 28 de novembro de 1999. Se for o seu caso, consulte o site da Previdência Social.
Aposentadoria por tempo de contribuição
Este benefício pode ser requerido por quem pode comprovar pelo menos 35 e 30 anos de contribuição, no caso de homens e mulheres respectivamente. Pode, também, ser requerido proporcionalmente: os homens poderão requerê-la aos 53 anos de idade e 30 de contribuição, enquanto as mulheres aos 48 anos de idade e 25 de contribuição, por exemplo. Quanto ao valor do benefício, será de 100% do salário de benefício para aposentadoria integral. Quando proporcional, será de 70% do salário de benefício, mais 5% a cada ano completo de contribuição posterior ao tempo mínimo exigido.
*Os valores não são os mesmos para trabalhadores inscritos até 28 de novembro de 1999. Se for o seu caso, consulte o site da Previdência Social.
Aposentadoria especial
Benefício exclusivo aos profissionais que trabalharam em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Neste caso, o segurado tem de comprovar que trabalhou sob estas condições pelo período exigido para concessão do benefício (que é de 15, 20 ou 25 anos).
O valor da aposentadoria especial corresponde a 100% do salário de benefício. O salário de benefício dos trabalhadores inscritos até 28 de novembro de 1999 corresponderá à média dos 80% maiores salários de contribuição, corrigidos monetariamente, desde julho de 1994.Para os inscritos a partir de 29 de novembro de 1999, o salário de benefício será a média dos 80% maiores salários de contribuição de todo o período
Poupança
Introdução
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A caderneta de poupança, ou simplesmente poupança, é um dos investimentos mais tradicionais, conservadores e populares do Brasil.
Tradicional, porque existe há mais de 140 anos. Conservador, pois seus rendimentos não são tão vultosos, mas não tem grandes riscos, e popular porque o aporte inicial exigido é baixo (em alguns casos sequer existe), o que a torna acessível à população de baixa renda. Conheça os detalhes dessa aplicação nas próximas páginas.
Seguro, mas com pouco retorno
É por meio dos bancos que se abre uma caderneta de poupança, todavia, não é necessário ser correntista para tê-la. Basta comparecer a uma agência bancária (portando CPF, documento de identidade e comprovantes de renda e residência) e solicitar a abertura.
Menores de 18 anos também podem abrir sua própria caderneta. Neste caso, um maior fica sendo o responsável pela aplicação.
Trata-se de um investimento de baixo risco e, naturalmente, de baixo retorno. Na verdade, o risco é zero se o valor da aplicação não ultrapassar R$ 60 mil (até este limite, seu dinheiro é segurado pelo Fundo Garantidor de Crédito - FGC).
O Fundo Garantidor de Crédito é um fundo criado pelo governo, mas mantido pelos bancos, que tem a finalidade de assegurar as aplicações de investidores. Se, por exemplo, o banco onde você aplica dinheiro “quebrar”, o FGC garante que você irá recebê-lo de volta, no limite de R$ 60 mil (valor vigente para o ano de 2007).
Além da poupança, outras aplicações são seguradas pelo FGC, como CDB’s, RDB’s, depósitos à vista, além de letras hipotecárias, de câmbio e imobiliárias.
Estas características fazem da poupança a aplicação ideal para, por exemplo, quem possui uma situação financeira pouco abastada, mas nem por isso quer deixar de guardar algum dinheiro. Quem aplica na caderneta de poupança, aliás, sequer é chamado de investidor - o termo empregado é poupador.
No ranking de investimentos, a caderneta é o segundo maior destino de recursos investidos, responsável pela arrecadação de R$ 203,6 bilhões em 2006, segundo levantamento do Banco Central. Perde apenas para os fundos conservadores, que receberam R$ 366 bilhões no mesmo período.
| Utilização dos depósitos Você sabe o que é feito enquanto você e outros milhares de poupadores não sacam o dinheiro da poupança? Os recursos são utilizados pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação), composto por bancos que captam essa modalidade de aplicação financeira, na oferta de crédito imobiliário.
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Tipos de cadernetas de poupança
Talvez a caderneta de poupança tradicional seja a única aplicação em que se pode aportar pequenas quantias de dinheiro e ter liquidez imediata. Contudo, a rentabilidade é perdida quando o saque é feito fora da data de aniversário, ou seja, da data em que a aplicação foi feita.
A poupança é remunerada mensalmente por uma taxa de juros de 0,5%, aplicada sobre os valores atualizados pela TR (taxa referencial) na sua data de aniversário. Ela rende, portanto, de acordo com a quantidade de dias úteis no mês e a variação da TR do período.
A caderneta recebe depósitos tanto de pessoas físicas quanto de empresas (inclusive micro e pequenas empresas), sendo que sua abertura pode ser feita em qualquer dia do mês. As contas abertas nos dias 29, 30 e 31, contudo, passam a valer somente a partir do primeiro dia útil do mês seguinte.
Para pessoas físicas e jurídicas sem fins lucrativos, a remuneração da aplicação é mensal e não há incidência de imposto de renda (IR) sobre ganhos de capital. Para empresas (pessoas jurídicas com fins lucrativos), a remuneração é trimestral e há incidência do imposto de renda (pela tabela regressiva).
Ademais, como já foi dito, seus rendimentos são garantidos pelo governo, por meio do FGC, no limite de R$ 60 mil. E você pode ter quantas cadernetas quiser.
Outras modalidades de caderneta de poupança
Atualmente, além da tradicional, existem outros quatro tipos distintos de caderneta de poupança: de rendimento trimestral, de rendimento crescente, com finalidade específica e rural. HowStuffWorks explica como funciona cada um deles:
- Rendimento trimetral: criada em 1993, esta caderneta só permite o resgate com prazo mínimo de 90 dias, para que o rendimento não seja perdido. Sua remuneração é dada pela variação da TR, mais 0,5% ao mês, além de um adicional de 0,38% (alíquota atual da CPMF). Novas aplicações somente são aceitas na data de aniversário da aplicação , que é trimestral.
- Rendimento crescente: esta caderneta aceita somente um depósito inicial em cada conta e, obviamente, apenas um resgate, o que a torna pouco flexível. Sua remuneração é calculada sobre a variação da TR do período, corrigida trimestralmente, de forma crescente, conforme a seqüência abaixo:
- 1,5% ao trimestre, do primeiro a terceiro trimestres;
- 1,705% ao trimestre, do quarto ao oitavo trimestres;
- 1,942% ao trimestre, do nono ao décimo primeiro trimestres; e
- 2,177% ao trimestre, do décimo segundo trimestre em diante.
O poupador se beneficia, ainda, de um adicional compensatório da CPMF sobre o saque, desde que o mesmo não seja feito antes de 90 dias de aplicação.
- Com finalidade específica: A mecânica de remuneração desta caderneta de poupança é idêntica à tradicional mensal (TR + 0,5%) ou trimestral (TR + 1,5%). A diferença é que sua utilização ocorre apenas em fins específicos, como por exemplo, a caução da fiança de um locatário. As modalidades disponíveis são:
- Garantia locatícia;
- Revendedores lotéricos;
- Trabalho de condenado;
- o Crédito de valores de quotas de PIS/Pasep, do FGTS, de fundos de investimento e de saldos liberados nas contas de depositantes falecidos, e
- o leiloeiros.
- Rural (caderneta verde): esta caderneta de poupança é idêntica à tradicional. A única diferença é que os recursos captados são destinados para o financiamento de operações rurais (e não para o SFH). As instituições que oferecem exclusivamente este produtos são: Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, Banco do Brasil e os Bancos Cooperativos.
Vale lembrar que as instituições financeiras, motivadas pela alta competitividade do setor, oferecem uma ampla gama de aplicações de poupança. Estas centenas de produtos, no entanto, não são nada mais do que variantes dos tipos de caderneta relacionados neste artigo.
É muito comum que os bancos ofereçam facilidades e serviços agregados às cadernetas, como, por exemplo, depósitos e saques diretos pela conta corrente, mesmo número e senha da conta corrente, aplicação e resgate pelo telefone programação do investimento por períodos de até 1 ano, entre outros.
Mas não se engane, a remuneração da caderneta de poupança é definida pelo Banco Central e os valores nunca mudam, independente do seu banco, tampouco do produto que você aplica.
Quanto rende
Para compreender como funciona a remuneração da caderneta de poupança, vamos dividi-la em duas partes: a primeira é fixa, de 0,5% ao mês; a segunda é variável, acompanha a TR (que foi de 2,0377% em 2006).
A TR (taxa referencial) é calculada a partir do rendimento mensal médio dos CDB’s e RDB’s. Sua divulgação é feita diariamente, no final da tarde, mas com um dia de defasagem. Nos jornais e sites, é possível conferir o valor da TR do dia.
Isso significa que a remuneração da poupança varia mensalmente, e de acordo com o dia (data de aniversário da aplicação). Veja, na tabela abaixo, os rendimentos dos meses de junho, julho e agosto de 2007.
| Remuneração da Poupança - Pessoa Física - Mensal | |||
| Data de aniversário | Junho/2007 | Julho/2007 | Ago/2007 |
| 1 | 0,6697 | 0,5959 | 0,6476 |
| 2 | 0,7048 | 0,5694 | 0,6699 |
| 3 | 0,6701 | 0,6037 | 0,6679 |
| 4 | 0,6450 | 0,6363 | 0,6702 |
| 5 | 0,6438 | 0,6248 | 0,6216 |
| 6 | 0,6687 | 0,6337 | 0,6009 |
| 7 | 0,7024 | 0,6274 | 0,6039 |
| 8 | 0,6654 | 0,6112 | 0,6261 |
| 9 | 0,6680 | 0,5817 | 0,6617 |
| 10 | 0,6420 | 0,6149 | 0,6724 |
| 11 | 0,5966 | 0,6521 | 0,6608 |
| 12 | 0,6065 | 0,6463 | 0,6224 |
| 13 | 0,6310 | 0,6439 | 0,6062 |
| 14 | 0,6663 | 0,6479 | 0,6057 |
| 15 | 0,6641 | 0,6147 | 0,6280 |
| 16 | 0,6664 | 0,5829 | 0,6598 |
| 17 | 0,6249 | 0,6162 | 0,6545 |
| 18 | 0,6115 | 0,6510 | 0,6547 |
| 19 | 0,6102 | 0,6414 | 0,6246 |
| 20 | 0,6454 | 0,6360 | 0,5746 |
| 21 | 0,6692 | 0,6526 | 0,5874 |
| 22 | 0,6690 | 0,6077 | 0,6189 |
| 23 | 0,6650 | 0,5845 | 0,6653 |
| 24 | 0,6239 | 0,6073 | 0,6517 |
| 25 | 0,6049 | 0,6502 | 0,6630 |
| 26 | 0,6044 | 0,6433 |
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| 27 | 0,6392 | 0,6452 |
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| 28 | 0,6735 | 0,6483 |
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| Fonte: Banco Central do Brasil | |||
Ao multiplicar um destes índices por 12, você estará projetando a rentabilidade anual média da aplicação.
- Rendimento mensal: 0,6630% (exemplo: 25/08/2007)
- Período da aplicação: 12 meses
- Remuneração anual: 7,956%
Se você tivesse aplicado, por exemplo, a quantia de R$ 1.000,00 em 1º de janeiro, ao fazer o resgate exatamente 1 ano depois, você obteria R$ 1.079,56.
- Aplicação inicial: R$ 1.000,00
- Período da aplicação: 12 meses (1 ano)
- Rendimentos anual: 7,956%
- Valor do resgate da aplicação: R$ 1.079,56
Enfim, a caderneta de poupança é uma ótima opção de aplicação se você deseja ter algum rendimento e evitar que seu dinheiro seja comido pela inflação, sobre o próprio capital, mas tem aversão a risco. Afinal de contas, melhor poupar do que deixar seu dinheiro parado, concorda?
Bancos com suporte online para fazer simulção, tirar duvidas ou informações
www.bancodobrasil.com.br
www.caixa.com.br
www.itau.com.br
www.bradesco.com.br
www.citibank.com.br
www.hsbc.com.br
Fonte: http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/

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